Queixas relacionadas à demora na autorização de exames e procedimentos, dificuldades de acesso à rede credenciada e falhas na assistência aos usuários colocaram a Unimed Norte/Nordeste no centro de um procedimento administrativo instaurado pelo MP em Feira de Santana. A investigação busca apurar se a operadora está cumprindo os prazos estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e se os beneficiários baianos estão recebendo atendimento adequado, especialmente diante das dificuldades relatadas por clientes nos últimos meses.
O procedimento também mira a estrutura da rede assistencial oferecida pela operadora no estado, além da forma como a empresa vem lidando com pacientes que não conseguem acesso direto aos serviços. Entre os pontos analisados estão a prática de direcionar usuários apenas para pedidos de reembolso, sem garantir atendimento efetivo, e possíveis falhas no dever de informação aos consumidores. A apuração foi instaurada pela 16ª Promotoria de Justiça de Feira de Santana, na área de Saúde e Relações de Consumo, e está sob condução do promotor de Justiça Geraldo Zimar de Sá Júnior.
A situação ganha ainda mais repercussão porque a Unimed Norte/Nordeste está em recuperação judicial e já enfrenta acompanhamento de órgãos reguladores por problemas econômico-financeiros. Em fevereiro deste ano, a ANS instaurou regime de direção fiscal na operadora após identificar “graves anormalidades” administrativas e financeiras que poderiam comprometer a continuidade e a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários. Nos próprios canais oficiais da empresa, a condição de recuperação judicial aparece destacada nas páginas institucionais da operadora. (Da Redação)

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