A gestão do prefeito de João Dourado, Di Cardoso (PRD – foto ilustração), entrou na mira do TCM após denúncias envolvendo contratações diretas para fornecimento de materiais de construção no município. Os questionamentos foram apresentados pelo vereador Abimael Dourado Lima Júnior, que aponta possíveis irregularidades em três contratos firmados pela prefeitura ao longo de 2025. Somados, os acordos ultrapassam R$ 26 milhões e já teriam gerado pagamentos milionários às empresas contratadas.
As representações citam processos de inexigibilidade de licitação vinculados ao credenciamento nº 003/2024 e questionam, principalmente, o uso desse modelo para compras consideradas comuns no mercado. Segundo as denúncias, houve ausência de pesquisa de preços, falhas na definição técnica dos objetos contratados e inexistência de critérios claros para qualificação das empresas participantes. Outro ponto levantado é o fato de os três contratos terem sido firmados com valores idênticos de R$ 8.668.628,00, apesar de envolverem empresas diferentes.
O caso começou a ser analisado pelo Tribunal de Contas dos Municípios, que decidiu unificar as denúncias em um único processo. O relator, conselheiro Ronaldo Sant’Anna, determinou a inclusão do agente de contratação Adjaci Cardoso Dourado Vasconcelos no polo passivo das ações e notificou os envolvidos para apresentação de defesa em até cinco dias. A Corte ainda vai decidir sobre o pedido cautelar que busca suspender imediatamente os contratos e os pagamentos relacionados às empresas investigadas. (Da Redação)


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