O volume de serviços no Brasil registrou alta pelo segundo mês seguido em fevereiro e está no patamar recorde da série histórica, mostrando que a demanda doméstica segue resiliente, embora tenha ficado abaixo do esperado. (Foto ilustração)
Em fevereiro, houve avanço de 0,1% no volume de serviços em relação ao primeiro mês do ano, resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,5%.
Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve ganho de 0,5%, contra expectativa de crescimento de 1,7%.
Analistas acreditam que o setor deve continuar mantendo alguma força em 2026, em meio a uma inflação mais baixa, mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil, que favorecem o consumo.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que vem elevando os preços do petróleo e as preocupações com a inflação em todo o mundo, aumenta as incertezas. No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas pregou cautela diante desse cenário.
As atividades de informação e comunicação, com expansão de 1,1%, e transportes, com alta de 0,6%, foram os destaques em fevereiro. No primeiro, os serviços de TI foram a principal influência, enquanto o segundo foi impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, segundo o IBGE. (Reuters)

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