O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil público para apurar as causas e possíveis responsabilidades pelo desabamento de parte do teto da Igreja e Convento de São Francisco de Assis, localizada no Pelourinho, em Salvador. A medida considera não apenas o incidente ocorrido, mas também a necessidade de avaliar a eficácia do plano de contingência do Centro Histórico, elaborado pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) em 2023. Segundo o MPF, o inquérito visa reunir elementos para eventual ação civil pública ou promoção de arquivamento, conforme os desdobramentos da investigação.
O desabamento, ocorrido em fevereiro de 2025, resultou na morte da turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, e deixou outras cinco pessoas feridas. A tragédia ocorreu apenas um dia antes de uma vistoria agendada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que havia sido alertado sobre dilatações no forro do templo. O episódio reacendeu o alerta sobre o estado crítico de preservação dos imóveis tombados na capital baiana.
Dados da própria Codesal indicam que mais de dois mil imóveis tombados em Salvador apresentam risco alto ou muito alto de desabamento, muitos deles no Centro Histórico. Para o MPF, além da tragédia na igreja, a situação de vulnerabilidade de outros bens culturais tombados exige apuração rigorosa e medidas urgentes para garantir a preservação do patrimônio e a segurança de moradores e visitantes. (Da Redação)

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