O terceiro e último dia do ‘PGJ Itinerante’ em Itabuna, realizado desde a quarta-feira (2) até sexta-feira (4) pelo Ministério Público da Bahia, foi marcado pela emoção. Após oito anos de espera, um menino de 9 anos foi reconhecido como filho, durante o evento, pelo pai biológico Rui Emanuel, de nacionalidade portuguesa e morador de Portugal. Momentos depois, o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Minas Gerais, onde a criança foi registrada, atualizou a certidão de nascimento do garoto com a anotação do nome do pai, já agora em posse da mãe. (Foto ilustração)
Segundo a mãe, foram oito anos de dedicação, os três últimos com apoio do MP, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Itabuna. “Foram muitos anos de espera, com a fé em Deus, o promotor presente e me dando força. Sua luta, promotor, não foi em vão. Muitas pessoas, como eu, precisam de vocês e agradeço pela oportunidade que eu tive”, afirmou se dirigindo ao promotor de Justiça Allan Gois, responsável pelo caso.
”O pai da criança mora em Portugal e a mediação interinstitucional entre os Ministérios Públicos da Bahia e de Portugal foi fundamental para termos êxito, com atuação direta do gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MP”, pontuou o promotor de Justiça Allan Gois. Ele explicou ainda que o material de DNA foi coletado em Portugal e enviado ao Brasil para análise e que, apesar da distância física entre os países, o Ministério Público de Portugal cooperou para resolver o caso. O promotor de Justiça destacou ainda a importância da atuação do servidor Luiz Antônio Felipe, assistente técnico responsável pelas diligências do ‘Paternidade Responsável’ em Itabuna, projeto realizado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Cíveis e Fundações (Caocife) em todo o estado da Bahia. (Fonte: MPBA)

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