De tempos em tempos, alguma inovação viabiliza saltos tecnológicos que mudam as nossas vidas, como foi o caso do computador, da Internet, da telefonia móvel, dos smartphones, do e-commerce e da computação em nuvem. (Foto ilustração)
Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) passou a ser a “bola da vez” e uma nova onda de soluções vem sendo apresentada à população em geral e ao mundo corporativo, que ainda assimila o potencial de impacto nos negócios.
Um dos primeiros marcos históricos a ganhar destaque na mídia de massa foi a vitória do Deep Blue sobre Garry Kasparov (campeão mundial de xadrez) em 1997, quando o poder computacional era bastante limitado e as aplicações ainda estavam distantes da grande maioria da população. Mais recentemente, a disponibilização da assistente de voz Siri nos iPhone 4S em 2011, o lançamento do Chat GPT-1 pela OpenAI em 2018 e sua abertura ao grande público em 2022 e a introdução do Copilot nas suítes Microsoft em 2023.
Nos últimos dois anos, destacou-se o advento de várias plataformas “open source”, como Qwen do Alibaba, R1 da DeepSeek, Claude Sonnet da Anthropic e Grok da xAI, dentre outros. Entre as BigTech, Gemini da Google e MetaAI da Meta se apresentaram como alternativas à liderança do ChatGPT, mostrando a rápida evolução de soluções no mercado e a polarização entre EUA e China, na busca por maior influência, não apenas tecnológica, mas também geopolítica no mapa mundial.
Alinhando conceitos, há algumas definições e interpretações sobre o que é inteligência artificial. Em comum, refere-se a habilidades cognitivas para reproduzir elementos da inteligência humana, como aprendizado, raciocínio e resolução de problemas e decisões.
Daí, já se infere um enorme conjunto de possibilidades para elevar o desempenho empresarial, em praticamente todas as áreas de negócios. Aquelas com maior volume e complexidade no processamento e análise de dados, como finanças, marketing, vendas e operações, são ainda mais beneficiadas.
Entre as funções mais utilizadas com IA incorporada, encontram-se interpretação e sumarização de conteúdo, redação de textos, geração de imagens, aprendizado interativo, e assistência no uso de aplicações. Soma-se ainda a automação de atividades das mais diversas, que facilitam a organização e análise de dados, com ganhos de velocidade, produtividade, precisão, qualidade e até “criatividade”. Um dos dados mais interessantes a se explorar é o retorno médio sobre investimentos em IA. De acordo com a mesma fonte, o valor chega a ser superior a três vezes e 5% das organizações conseguem obter um ROI oito vezes maior. Numa visão mais abrangente, soluções e serviços de IA devem gerar um impacto cumulativo global de mais de US$ 22 trilhões até 2030. (Contábeis)

No Comment! Be the first one.