Os preços mundiais do café fecharam em queda nesta quinta-feira (13), após despencarem na sessão anterior, com os comerciantes aguardando detalhes sobre possíveis reduções ou isenções de tarifas dos EUA sobre produtos que não podem ser cultivados no país. (Foto ilustração)
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na quarta-feira, à margem da reunião do G7, para discutir o progresso das negociações tarifárias em andamento, de acordo com uma fonte diplomática.
A notícia veio poucas horas depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os norte-americanos veriam “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos não cultivados nos EUA, como o café.
Vieira iria se encontrar com Rubio novamente mais tarde nesta quinta-feira, em Washington, para continuar as negociações.
Os preços dos futuros do café arábica na ICE, uma referência global para a precificação do café físico em todo o mundo, fecharam em queda de 0,6% nesta quinta-feira, a US$3,7425/libra-peso, após recuarem 5,7% na quarta-feira.
Os futuros do café robusta encerraram o dia em queda de 0,5%, a US$4.343/tonelada, após recuo de 5,5% na sessão prévia.
“O que está faltando nas notícias do dia é qualquer clareza real sobre a posição dos EUA”, disse o consultor e corretor de café Michael J. Nugent.
Os EUA, o maior consumidor de café do mundo, atualmente têm uma tarifa de 50% sobre as importações do Brasil, que produz quase metade do café arábica do mundo e fornece aos EUA cerca de um terço de seus grãos.
As exportações de café verde ou não torrado do Brasil caíram 20,4% em outubro em relação ao ano anterior, uma vez que o país foi atingido por uma safra mais fraca e pelas tarifas dos EUA, informou o conselho de exportadores Cecafé na quarta-feira. (Reuters)

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