O avanço da ciência brasileira acaba de ganhar um novo capítulo de esperança com a pesquisa sobre a polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM). Liderado pela professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, a iniciativa recebeu o aval do Ministério da Saúde e da Anvisa para iniciar a fase 1 do estudo clínico. A substância tem o potencial de revolucionar a medicina regenerativa ao auxiliar os neurônios a reconstruírem caminhos no local da lesão, restabelecendo impulsos elétricos vitais para o movimento. (Foto ilustração)
O protagonismo de Tatiana Sampaio não é apenas um marco para a saúde, mas um exemplo do impacto que o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado no mês de fevereiro, busca destacar. Instituída pela ONU em 2015, a data reforça que o sucesso de inovações como a polilaminina depende do reconhecimento e do incentivo à participação igualitária de gênero, garantindo que o talento feminino continue a superar desafios e a transformar a realidade da comunidade científica global.
Nesse contexto, o Ministério da Saúde tem se destacado pelo engajamento de pesquisadoras em projetos científicos, tecnológicos e de inovação. São mulheres atuantes em ações, estudos e espaços de compartilhamento de conhecimento para fortalecer e qualificar as políticas públicas e impulsionar o desenvolvimento do país.
As chamadas públicas mais recentes de fomento à produção científica no Sistema Único de Saúde (SUS), coordenadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTIE/MS), por exemplo, aprovaram 336 estudos, dos quais 186 foram coordenados por pesquisadoras mulheres, o que representa aproximadamente 55% do total. Além disso, na modalidade de contratação direta para pesquisas estratégicas voltadas ao SUS, oito projetos foram financiados, sendo cinco liderados por pesquisadoras. São estudos que continuam em andamento e, tem duração de 24 meses.
De acordo com a Secretária da SCTIE/MS, Fernanda De Negri, esses números demonstram o compromisso do Governo do Brasil em transformar a participação feminina na ciência em uma política de Estado, constante e eficaz. “No Ministério da Saúde, entendemos que a pluralidade não é apenas uma meta, mas um requisito para a qualidade das políticas públicas. O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência nos convoca a pensar em como democratizar o acesso e garantir que a gestão pública seja fortalecida por múltiplos olhares”, destaca De Negri. (Ascom/MS)

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