O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma hoje suas atividades no Brasil, após uma semana na Europa, tendo sobre a mesa a minuta do programa que traz soluções para o alto endividamento das famílias, identificado como um dos maiores fatores de insatisfação dos eleitores com a atual administração. O programa, que vem sendo chamado de Desenrola 2 ou Desenrola 2.0 já está pronto e depende apenas do aval de Lula para ser lançado. (Foto ilustração)
Inspirado no Desenrola, criado em 2023 para a renegociação de dívidas, o novo plano deve ser lançado na semana que vem e é visto, pelo Planalto, como a virada de chave para o presidente e candidato à reeleição aumentar a aprovação.
O sinal de alerta acendeu no governo após estudos mostrarem que o endividamento atingiu novos recordes. O levantamento mais recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que 80,4% das famílias estavam endividadas em março, um recorde histórico. Em março do ano passado, a taxa era de 77,1%.Na avaliação do Planalto, o endividamento é um dos principais fatores que explicam a queda contínua na aprovação de Lula, mesmo com resultados positivos no números da economia.
Para auxiliares de Lula, esses fatores, que pesam diretamente no bolso das famílias, prejudicam o impacto que medidas que deveriam ter alavancado a popularidade, como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostrou que 66% dos brasileiros não se sentem beneficiados com a isenção, contra 31% que se sentem impactados positivamente. (Por Victor Correia)

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