O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG-Foto), ex-presidente do Senado, se pronunciou nesta sexta-feira (29) contra a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, afirmando que essa rotulação das facções banaliza o conceito de terrorismo. “Ao classificar essas organizações como organismos de terrorismo, há banalização do conceito de terrorismo.” (Foto ilustração)
Para Pacheco, essa é uma avaliação que deve ser feita pela nação brasileira, e a decisão dos Estados Unidos foi equivocada, pois terrorismo é uma classificação muito específica e envolve aspectos muito particulares, que não contemplam PCC e CV. Segundo o senador, as organizações criminosas são um problema grave, mas que há métodos próprios de combate, diferentes de grupos terroristas.
“Organizações criminosas são graves, é importante que sejam combatidas, são muito sofisticadas, mas são organizações criminosas e há métodos próprios para se combater organizações criminosas, que não os métodos próprios de terrorismo.”
Rodrigo Pacheco explica que a maior diferença entre as facções e grupos terroristas é que o principal objetivo das organizações brasileiras é o lucro. O Estado tem a obrigação de combatê-las, mas deve ser soberano na decisão de como fará esse combate, e a classificação americana não ajuda nisso. Agora, para o senador, tratativas devem ser feitas com os EUA e outros países, que podem ajudar a combater PCC e CV, mas como organizações criminosas, não grupos terroristas.
“Uma decisão equivocada dos EUA, e caberá ao Ministério das Relações Exteriores fazer essa tratativa com os EUA e com outros países que podem nos ajudar a combater as organizações criminosas. E eu considero que essa classificação (como grupos terroristas) não é necessariamente uma ajuda.” (Por Rafael Rintzel e Daniel Lian)


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