O total de candidatos que integram Forças Armadas e polícias caiu de 1.462 em 2022 para 957 nas eleições deste ano, resultando em uma redução de 34,5%. (Foto ilustração)
O número representa 4,65% do total de candidaturas deste ano (20.575), contra 5% na eleição geral anterior.
Os dados foram levantados pelo R7 nessa terça-feira (18), com base nos dados da plataforma Divulgacand.
Entre os registros, são maioria as candidaturas de policiais militares (571), seguidas por policiais civis (118), militares reformados que não estão mais na ativa (93), bombeiros militares (93) e membros das Forças Armadas (82).
O Sudeste tem o maior número de candidatos das forças de segurança (329), seguido por Nordeste (229), Norte (158), Centro-Oeste (142) e Sul (98).
Atualmente, candidatos militares podem se afastar da atividade para registrar as candidaturas. Depois das eleições, caso sejam eleitos, precisam sair das Forças Armadas. Se perderem, eles voltam à atividade.
PL tem maior número de candidatos com patentes
O PL (Partido Liberal) aparece em 121 registros de candidatos militares ou policiais. São 63 policiais militares, 20 membros das Forças Armadas, 18 militares reformados, 14 policiais civis e seis bombeiros.
O Republicanos fica com o segundo lugar, com 95 candidatos. Em terceiro, estão Novo e Podemos, com 76 candidaturas cada.
O PT (Partido dos Trabalhadores) aparece com nove candidatos com alguma patente (sete policiais civis e militares, um membro das Forças Armadas e um bombeiro) que disputam os cargos de deputado estadual, distrital e federal. As candidaturas foram protocoladas no Paraná, Piauí, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal.
Em candidaturas à Presidência da República, a chapa encabeçada por Renan Santos (Missão) é a única composta por um militar, com Coronel Medina, tenente-coronel da reserva da Polícia Militar, do mesmo partido, como seu vice. (Yumi Kuwano)


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