A Previdência Social precisa diminuir privilégios e combater a “pejotização abusiva”, principalmente em um momento em que o País passa por uma transição demográfica, avalia o ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto ilustração), responsável pela parte econômica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
“A gente tem de reconhecer um déficit previdenciário importante que acontece no País e algumas distorções que acontecem, por exemplo, quando a gente olha para o aspecto dos microempreendedores”, disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast, citando contribuições modestas de microempreendedores e alta inadimplência.
Ele afirma haver privilégios na Previdência que o incomodam, citando militares e alguns aspectos do servidor público. “E, de outro lado, o Ministério do Trabalho tem olhado para a pejotização abusiva”, disse.
“Uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada, eventualmente você pode ter de obrigar essa empresa a ter uma contribuição previdenciária para nivelar e poder oferecer para esses 80% de seus trabalhadores um futuro um pouco mais protegido do ponto de vista de Seguridade Social.”
Sobre as contas públicas, Durigan reforçou que entregará um resultado positivo em 2027, e que isso estará já previsto no Orçamento que o governo entregará nos próximos dias ao Congresso. (JBr)


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