Jorge Paulo Lemann (foto ilustração), que já foi o homem mais rico do Brasil, viu seu patrimônio encolher nos últimos 12 meses, segundo o levantamento da Forbes de 2025. O empresário, dono de gigantes como Ambev, Americanas e 3G Capital, manteve a terceira posição na lista dos maiores bilionários brasileiros, com fortuna estimada em R$ 88 bilhões — uma queda de 4,2% em relação ao ano anterior.
A retração, porém, não aconteceu só com Lemann. Seus sócios na Ambev, Americanas e 3G Capital também registraram perdas significativas. Carlos Alberto Sicupira, de 77 anos, caiu para o sexto lugar na lista, com patrimônio avaliado em R$ 39,1 bilhões — uma baixa de 20,8%. Marcel Herrmann Telles, que não figura mais entre os 10 brasileiros mais ricos, viu sua fortuna despencar 79,5%, para R$ 12,5 bilhões.
Somadas, as perdas do trio totalizam R$ 62,7 bilhões — montante que, se concentrado em uma pessoa só, colocaria esse indivíduo na quarta posição do ranking nacional.
Apesar da queda, Lemann e Sicupira permanecem no top 10, enquanto Telles figura entre os 30 maiores bilionários brasileiros.
Lemann, Sicupira, Telles e a crise da Americanas
A redução patrimonial do grupo coincide com as consequências da crise financeira da Americanas (AMER3), que protagonizou a maior fraude da história do mercado de capitais brasileiro. Para tentar salvar a varejista, Lemann, Telles e Sicupira tiveram que aportar R$ 12 bilhões na empresa.
Não apenas eles sentiram o impacto. Alexandre Behring da Costa, sócio do trio na 3G Capital e integrante do conselho da Restaurant Brands International (proprietária do Burger King e Tim Hortons), também viu sua fortuna recuar 11,1%, para R$ 31 bilhões, embora mantenha lugar no ranking dos mais ricos do país.
Top 10 bilionários brasileiros segundo Forbes 2025:
– Eduardo Saverin (Facebook): R$ 227 bilhões
– Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra): R$ 120,5 bilhões
– Jorge Paulo Lemann (AB Inbev, 3G Capital): R$ 88 bilhões
– André Santos Esteves (BTG Pactual): R$ 51 bilhões
– Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco, CBMM): R$ 40,2 bilhões
– Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev, 3G Capital): R$ 39,1 bilhões
– Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco): R$ 38 bilhões
– bMiguel Gellert Krigsner (O Boticário): R$ 34,2 bilhões
– Alexandre Behring da Costa (3G Capital): R$ 31 bilhões
– Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or): R$ 30,4 bilhões. (Por Otávio Preto)

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