A cada eleição que passa, Feira de Santana vai tomando características diferentes, ficando cada dia mais distante das ocorridas há 40 anos. Não significa que temos que viver o mesmo tempo, o mesmo modo, as mesmas práticas. Mas uma coisa é fato: a diminuição na representatividade parlamentar estadual e federal é visível e matemática. Bem verdade que as safras de lideranças políticas em Feira de Santana têm deixado muito a desejar. Mas é que há muitas “ilhas eleitorais” de vereadores, ex-vereadores e até candidatos, como diz um velho amigo observador. Ou seja, são lideranças que buscam nomes de fora da cidade na disputa eleitoral na Princesa do Sertão, com independência e falta de compromisso local. Apoiar um nome que não seja de Feira de Santana para deputado virou um projeto pessoal. De quem é a culpa? Das lideranças maiores que perderam o controle? Da conveniência que é bom para todo mundo? Da falta de opção para votar? A verdade é que Feira de Santana tem perdido espaço político com sua baixa representação. E os políticos da Princesa do Sertão, sem exceção, dizem que estão na defesa da cidade acima de tudo. Mas, objetivamente, a grande maioria tem olhado para o próprio umbigo e deixado de lado as prioridades para o desenvolvimento do Município. Feira grande é com representação forte na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal. (Da Redação: foto ilustração – Jair Onofre)
Jair Onofre: Feira de Santana e as “ilhas eleitorais” para deputado
19 de agosto de 2026

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