A alta de uma UTI ou de um hospital de alta complexidade nem sempre representa o fim do tratamento. Pacientes que enfrentaram AVC, grandes cirurgias, traumas ou doenças complexas podem precisar de acompanhamento médico e reabilitação antes de voltar para casa. (Foto ilustração)
Ainda pouco conhecido no Brasil, o hospital de transição ocupa esse espaço na jornada de recuperação. A proposta é oferecer cuidado intensivo e multiprofissional a quem já superou a fase aguda, mas ainda não recuperou segurança e autonomia para retomar a rotina.
Em Salvador, a Clínica Florence passa a adotar oficialmente a marca Florence ao completar nove anos. Fundada em 2017, a instituição foi o primeiro Hospital de Transição do Norte e Nordeste.
O que faz um hospital de transição?
O hospital de transição atende pessoas que superaram a fase aguda de uma doença. No entanto, elas ainda não podem retornar para casa com segurança.
Esses pacientes podem precisar de reabilitação intensiva, cuidados médicos contínuos e apoio de diferentes profissionais. Entre os perfis atendidos estão pessoas após AVC, traumas, grandes cirurgias e internações prolongadas em UTI.
No SUS, um modelo semelhante é previsto nas Unidades de Internação em Cuidados Prolongados e nos Hospitais Especializados em Cuidados Prolongados. Essas estruturas funcionam entre o hospital de alta complexidade e a atenção domiciliar ou básica.
Quando o hospital de transição pode ser indicado?
A modalidade pode ser considerada quando o paciente:
• Já saiu da fase aguda da doença;
• Ainda precisa de reabilitação e acompanhamento clínico;
• Não tem condições de retornar ao domicílio com segurança;
• Precisa que familiares ou cuidadores sejam preparados para a alta.
A avaliação deve ser feita pela equipe assistente. O encaminhamento também depende da cobertura do plano de saúde ou da disponibilidade na rede pública. (comcaudebahia)

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