A pulverização de candidaturas e a falta de uma estratégia partidária do grupo liderado pelo prefeito José Ronaldo (União Brasil – foto ilustração) podem levar o mesmo a não eleger nenhum deputado estadual pelo Município. São sete potenciais nomes que em Feira de Santana não demonstram força eleitoral suficiente para uma eleição estadual.
Na federação PSDB/Cidadania, por exemplo, há três nomes na disputa [Colbert Martins, Jurandy Carvalho e Pedro Américo], que precisam de mais de 50 mil votos para garantir uma eleição numa chapa que deve eleger três deputados estaduais. Na federação União Progressistas, que tem os vereadores feirenses Lulinha da Conceição (União) e Ron do Povo (PP), o corte para o último eleito deve chegar a 60 mil votos. O atual deputado estadual José de Arimateia (Republicanos), que em Feira de Santana sempre teve entre 10 a 15 mil votos, tendo como base maior a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), é votado na Bahia onde a igreja tem base religiosa. Hoje, filiado ao Republicanos, o corte do último eleito deve ser de 70 mil votos.
Já o ex-deputado estadual Pastor Tom está ainda sem partido [por ser policial militar], que na eleição de 2022 teve pouco mais de 10 mil votos na cidade, pode se filiar ao PSDB ou o PDT. Em qualquer situação terá que ter mais de 45 mil votos. Portanto, uma eleição no grupo do prefeito José Ronaldo para deputado estadual passaria necessariamente por votos de fora do Município. Há ainda nomes que não são da cidade, mas que têm a aceitação de JR, que são pesos pesados e que estão investindo no eleitorado do Município: João de Furão (Avante), Thiago Gilleno (Republicanos), Sandro Regis (União), Elinaldo Araújo (União) e Silva Neto (Avante).

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