Depois das diversas manifestações reverenciando o Primeiro de Maio no Brasil e no mundo, o dirigente nacional do PT e pré-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar (foto ilustração) fez um balanço dessas manifestações, destacando que a classe trabalhadora brasileira pôde festejar diversas conquistas obtidas ao longo do atual mandato do presidente Lula, como a isenção da cobrança de Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil, menor taxa de desemprego de todos os tempos, reajuste do salário mínimo com ganho real diante da inflação, entre outras. Apesar disso, Bacelar ressaltou que a classe trabalhadora precisa estar atenta e mobilizada para garantir a aprovação do fim da escala 6 x 1 no Congresso Nacional.
“Esse Congresso, que é hoje inimigo do povo, fez ataques à democracia, criando instabilidade institucional com o Poder Executivo”, disse Bacelar. “Em sua ampla maioria, os atuais parlamentares do Congresso Nacional defenderam interesses escusos, criando novas leis, para acobertar crimes que cometeram”, afirmou.
Na observação do dirigente nacional do PT, muitos desses parlamentares que festejaram a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e que derrubaram o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, estão citados na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, um esquema gigante de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e a outras facções do crime organizado, que usava a cadeia de combustíveis do início ao fim: importação, produção, distribuição e postos de gasolina. “Esses parlamentares participaram do processo de lavagem de dinheiro a partir da venda de combustíveis com o crime organizado, muitos estão envolvidos no escândalo do Banco Máster e também no escândalo do INSS, em que atuaram ao lado de 12 “entidades fiscais” que foram criadas para roubar dinheiro de aposentados e aposentadas e pensionistas do Brasil”, disse Bacelar. “Como não querem que as investigações continuem de forma mais intensa no STF, rejeitaram a boa indicação que o presidente Lula fez e derrubaram o veto que o presidente Lula tinha imposto ao projeto da dosimetria. Com isso, além de se blindarem, tentarão reduzir as penas daqueles que atentaram contra a democracia no 8 de janeiro, beneficiando ao mesmo tempo milhares de condenados por estupro e outros diversos crimes”.
Deyvid Bacelar ressaltou a necessidade de mobilização de toda a sociedade porque é esse mesmo Congresso que terá de votar ainda este ano o fim da escala 6 x 1, ou seja, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. “Como esse projeto foi apresentado em regime de urgência pelo presidente Lula, o Congresso tem 45 dias para votar. Na Câmara já tivemos aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). É importante que nós estejamos pressionando os deputados e deputadas. Vamos para as ruas como fizemos ontem. Vamos pressioná-los a reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários”, frisou.
Deyvid lembrou que, além do fim da escala 6 x 1, há ainda outros projetos que precisam ser votados. “São projetos que foram apresentados entre 2023 e 2024 e que ainda não foram votados, como o da tarifa zero para o transporte público; o projeto dos aplicativos, construído com várias mãos do movimento sindical, governo e empresas que atuam no Brasil, com milhões de brasileiros e brasileiras tendo sua força de trabalho explorada por esses aplicativos, administrados fora do país. Queremos a regulamentação desse trabalho, mas o projeto até hoje não foi votado porque muitos parlamentares são financiados por essas empresas internacionais, de forma direta ou indireta”.
O dirigente lembrou também que, nos governos Temer e Bolsonaro, o movimento sindical sofreu uma asfixia financeira e houve uma fragilização das negociações coletivas em favorecimento das negociações individuais. “Houve modificação das leis trabalhistas que penalizou trabalhadores e trabalhadoras, vítimas desse sistema que é um vampiro e que prejudica em muito a classe trabalhadora”. (Ascom/ Deyvid Bacelar)


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