De acordo com o Barchart, os preços do café nesta quinta-feira (27) perderam os ganhos iniciais e fecharam em baixa após um declínio do real para uma mínima de 3 semanas em relação ao dólar, o que desencadeou uma longa liquidação nos futuros do café. O real mais fraco incentiva a venda de exportação pelos produtores de café do Brasil. (Foto ilustração)
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, no Brasil temos um cenário apertado neste segundo semestre do ano-safra, indicando dificuldades para abastecermos o consumo interno e nossas exportações nos próximos meses. Há um consenso no mercado brasileiro de que é muito pouco o que ainda resta de café da safra atual em mãos dos cafeicultores.
O arábica encerra o dia com baixa de 70 pontos no valor de 378,75 cents/lbp no vencimento de março/25, uma queda de 160 pontos no valor de 373,60 cents/lbp no de maio/25, uma baixa de 85 pontos negociado por 364,75 cents/lbp no de julho/25, e um recuo de 55 pontos no valor de 355,95 cents/lbp no de setembro/25.
Já o robusta registra baixa de US$ 34 nos contratos de março/25, maio/25 e setembro/25 nos valores de US$ 5.394/tonelada, US$ 5.376/tonelada e US$ 5.282/tonelada, e uma queda de US$ 36 no valor de US$ 5.337/tonelada no de julho/25.
Uma nova onda de calor deve ocorrer no Brasil de 28 de fevereiro até 6 de março, segundo previsão do Climatempo. O Centro de Pesquisa do Cepea destaca que as desvalorizações dos últimos dias acontecem mesmo em meio à oferta pequena no Brasil e às ondas de calor em importantes praças cafeeiras, que podem prejudicar o desenvolvimento final das lavouras da nova temporada. (Por Raphaela Ribeiro)

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