O governo brasileiro ainda acredita em um adiamento na imposição pelos Estados Unidos de uma sobretarifa de 25% sobre os produtos brasileiros. (Foto ilustração)
Segundo relatos feitos à CNN, representantes do governo americano sinalizaram sobre a possibilidade em conversas com representantes brasileiros dos setores econômicos afetados pelas novas taxas.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o presidente Donald Trump já adotou antes a estratégia de postergar uma sobretaxa para abrir uma mesa de negociações.
Pelo calendário dos Estados Unidos, a sobretaxa entraria em vigor a partir do dia 15 de julho. Nesta segunda-feira (6), representantes dos setores produtivos terão audiência com o governo americano.
A avaliação do governo brasileiro é de que, por se tratar de uma retaliação política, a melhor estratégia agora é deixar o setor empresarial capitanear as discussões na tentativa de demonstrar aos Estados Unidos que a iniciativa não tem razoabilidade econômica.
As novas alíquotas são resultado da investigação conduzida com base na Seção 301, que aponta o suposto favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol, desmatamento, corrupção e pirataria.
Os setores econômicos mais afetados serão o de máquinas, equipamentos, plástico, calçados, pescados e crustáceos.
O governo brasileiro não tem esperança, porém, em reverter a tarifa de 12,5% sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. Ela foi adotada não apenas contra o Brasil, mas também contra países da União Europeia. (Por Gustavo Uribe)

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