O sindicalista licenciado e pré-candidato a deputado federal pelo PT, Deyvid Bacelar (foto ilustração), disse na segunda-feira (1/6) que a sociedade civil precisa estar mobilizada nesta semana do meio ambiente para dar um basta às ações devastadoras que a bancada ruralista tem aprovado na Câmara e no Senado. “Eles estão conseguindo enterrar conquistas ambientais históricas da população brasileira”, afirmou Deyvid.
Desde 2023, a Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA, conhecida como “bancada ruralista”, tem conseguido aprovar projetos de lei que vão de encontro aos interesses da maioria dos brasileiros. Deyvid Bacelar citou o PL 2564/2025, já aprovado na Câmara (seguiu agora para aprovação no Senado), que proíbe o Ibama e ICMBio de multar ou destruir equipamento com base em imagem de satélite.
“A despeito de todo aquecimento global que estamos vivenciando no planeta, esses criminosos querem seguir desmatando a Amazônia e o pouco que nos resta de Mata Atlântica. Um trator de garimpo ilegal, por exemplo, não poderia ser queimado sem flagrante presencial”, explica Bacelar.
Ele citou outros projetos, como o PL 364/2019, que libera áreas de proteção ambiental, como os campos de altitude da Mata Atlântica, para agricultura, pecuária e mineração, ou mesmo o PL 5900/2025, que dá ao Ministério da Agricultura, e não mais aos órgãos ambientais, o poder de vetar regra ambiental se ela atrapalhar “espécie de interesse produtivo”.
“Mas o pior de todos é a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, já batizado de PL da Devastação, que criou uma aberração chamada de licenciamento autodeclaratório para obra de médio impacto, o que dispensa licença pra atividades do agronegócio. O que vemos na prática é que eles estão conseguindo tirar cada vez mais o poder de fiscalização, com menos multa, menos embargo, menos destruição de maquinário”, ressalta Bacelar, que foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) do governo Lula.
Ainda segundo Deyvid Bacelar, nos últimos anos, após mobilização dos movimentos sociais, países da Europa determinaram o embargo à carne de desmatamento, mas as ações foram pontuais. “Precisamos entender que essa bancada ruralista se elege com voto do interior. Por isso, os candidatos que defendem o meio ambiente precisam marcar presença nas pequenas cidades, orientando formadores de opinião, como padres, professores, enfermeiros, barbeiros”, sugeriu Deyvid. Segundo o sindicalista, é preciso pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais e em seus gabinetes no Congresso, pois a bancada ruralista protocola projeto de lei de segunda a sexta. “A gente não pode ficar falando somente para convertidos. Se a comunicação ambiental ficar só no X e no Instagram, o produtor rural continuará aprovando a boiada de projetos contra o meio ambiente”. (Ascom/Deyvid Bacelar)


No Comment! Be the first one.