Três frentes de investigação seguem abertas pelo MP em Itamaraju após a decisão de prorrogar, por mais um ano, inquéritos que apuram possíveis irregularidades no uso de recursos públicos. Os casos envolvem contratos administrativos, execução de obras e movimentações financeiras no âmbito da prefeitura e da Câmara de Vereadores, todos relacionados a gestões anteriores. A medida amplia o prazo para coleta de provas e aprofundamento das análises sobre os fatos investigados.
Entre os pontos sob apuração está um contrato firmado em 2009 para locação de máquinas destinadas a serviços da Secretaria de Obras. O procedimento levanta questionamentos sobre a regularidade da Carta Convite nº 008/2009, vencida pela empresa Gustavo Luz Reuter & CIA LTDA, no valor de R$ 75,6 mil, durante a administração do então prefeito Frei Dilson Batista Santiago. Em outra linha de investigação, o foco recai sobre a Câmara Municipal, onde há suspeita de liberação de verba pública sem obedecer os trâmites legais, incluindo a emissão de cheque sem processo formal de pagamento, fato atribuído à gestão do ex-presidente Francisco Carlos Barbosa Silva, em 2016.
Também está na mira uma obra de reforma de unidades escolares realizada a partir da tomada de preço nº 02/2005. O inquérito busca esclarecer possíveis irregularidades e até desvio de recursos na execução dos serviços, ainda na gestão municipal entre 2005 e 2008. O conjunto de investigações reforça um histórico de questionamentos sobre a aplicação de verbas públicas no município, cenário que tem motivado a atuação contínua dos órgãos de fiscalização na tentativa de garantir transparência e responsabilização. (Da Redação)

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