A 1ª Vara Federal Cível e Criminal de Feira de Santana deu novo passo na ação civil pública por improbidade administrativa envolvendo esquema fraudulento que desviou quase meio milhão de reais da Caixa Econômica Federal. O caso, ajuizado pelo Ministério Público Federal (MPF), aponta que os crimes ocorreram entre março e maio de 2013 e envolvem seis réus, entre eles um ex-estagiário da agência Subaé da CEF, que teria liderado a operação com auxílio de comparsas.
Segundo a denúncia, André Luis Santos de Andrade e Silva, então estagiário da Caixa, acessou indevidamente o sistema interno do banco para alterar senhas de 111 contas poupança, utilizando logins de funcionários. Os cartões eram então repassados a terceiros para a realização dos saques, mediante pagamento de comissão. O esquema causou prejuízo líquido de R$ 493 mil aos cofres públicos, dos quais pouco mais de R$ 124 mil foram recuperados.
A Justiça Federal decretou a revelia de dois réus — André Luis e Tiago Farias Franco — por não apresentarem defesa no prazo legal. Já os demais acusados apresentaram contestação. A ação segue com base na Lei de Improbidade Administrativa e prevê sanções como perda de bens, suspensão dos direitos políticos e ressarcimento ao erário.
A próxima etapa será a fase de produção de provas. As partes foram intimadas a indicar, em até 15 dias, quais provas pretendem produzir. Caso haja necessidade de instrução oral, a audiência já tem data marcada: 22 de setembro de 2025, às 14h, na sede da Justiça Federal em Feira de Santana. (Redação/foto ilustração)

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