O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto ilustração), evitou nesta quarta-feira, 4, responder se acha necessário que o Comitê de Política Econômica (Copom) eleve a taxa de juros do país para esfriar a economia e conter a inflação.
“Tenho evitado em fazer esse tipo de comentário. Até porque já indicamos quatro diretores para o Banco Central, acabamos de indicar o nome do novo presidente e teremos mais três diretores para nomear. Confio na capacidade técnica de quem está à frente do BC. Não acho elegante dizer o que o Banco Central tem que fazer”, disse o chefe da Fazenda, em entrevista à GloboNews.
Apesar disso, Haddad disse que não vê que um crescimento maior da economia, com um mercado mais aquecido, vai gerar um aumento dos preços no país.
“Se você for tomando os cuidados devidos, e fazendo as reformas. Se controlarmos a oferta, não vamos ter pressão inflacionária em um futuro próximo. O Brasil não tem razões para crescer menos do que a média mundial. A média mundial tem sido em torno de 3%”, afirmou.
Segundo especialistas, a alta de 1,4% do PIB brasileiro é explicada por alguns fatores que têm relação direta com a expansão fiscal em curso no Brasil. Os dois principais, e não únicos, são a expansão do consumo das famílias e do consumo do governo. Com o aumento dos gastos públicos, que turbina a geração de riquezas, a inflação fica pressionada e deve levar o Banco Central a elevar a Selic, na visão de economistas. (Exame)

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