A campanha de combate às arboviroses de 2026 poderá ser veiculada durante o período eleitoral, diante do agravamento do cenário epidemiológico na Bahia. Até a semana epidemiológica 30, foram registrados 20.662 casos prováveis de dengue, 7.518 de chikungunya, um aumento de 286,9% em relação ao mesmo período de 2025, além de 263 casos prováveis de zika. Sete municípios já haviam sido declarados em situação de epidemia.
A autorização considera que as ações de prevenção e combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti configuram situação de grave e urgente necessidade pública. O entendimento é de que a suspensão da campanha poderia prejudicar a conscientização e a mobilização da população, especialmente diante da expansão dos casos e do avanço do sorotipo DENV-3, que teve aumento expressivo no número de ocorrências na Bahia.
A veiculação, porém, deverá seguir regras específicas. As peças de televisão, rádio, mídia exterior e plataformas digitais terão de retirar as expressões “Governo do Estado”, “Governo do Estado da Bahia”, “Secretaria da Saúde” e “SESAB”, inclusive das assinaturas visuais e locuções. Será permitido apenas o uso do brasão oficial e da denominação neutra “Estado da Bahia”, para garantir o caráter educativo da campanha e impedir sua associação à gestão estadual ou a agentes políticos durante o período eleitoral.

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