O STF (Supremo Tribunal Federal) vai terminar nesta semana audiências das testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 das ações penais que apuram a atuação de uma organização criminosa suspeita de tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder por meio de um golpe de Estado após as eleições de 2022. A expectativa é que as audiências terminem na quarta-feira (23). (Foto ilustração)
No dia seguinte, quinta-feira (24), o STF deve começar o interrogatório dos sete réus que fazem parte do núcleo 4, apontado como responsável por ações estratégicas de desinformação, sobretudo em relação ao processo eleitoral.
São réus nesse núcleo:
– Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército);
– Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército);
– Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército);
– Guilherme Almeida (tenente-coronel do Exército);
– Reginaldo Abreu (coronel do Exército);
– Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal); e
– Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).
Segundo a PGR, eles teriam atuado em ações voltadas a impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e sustentar a permanência indevida de Bolsonaro no poder.
Os integrantes do núcleo 4 são acusados de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades.
Dinâmica dos interrogatórios
Nesta fase processual, os questionamentos seguem a seguinte ordem: primeiro fala o juiz instrutor, ministro Alexandre de Moraes; depois, o procurador-geral da República, Paulo Gonet; e, por fim, as defesas dos corréus — sempre seguindo a ordem alfabética dos envolvidos.
À frente de Moraes, há uma mesa com dois lugares, onde se sentam o réu da vez e o advogado. Atrás, serão organizadas mesas individuais, separadas por cerca de um palmo, para acomodar os demais réus e os respectivos advogados. (Gabriela Coelho)

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