Nova casa do ex-deputado federal Otto Alencar Filho, de 48 anos, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) desembolsou supersalários que chegam a ultrapassar R$ 82,9 mil aos conselheiros em 2025. A cifra fura-teto corresponde à remuneração, incluindo penduricalhos, recebida pelo presidente da Corte, Marcus Vinícius de Barros Presídio, em setembro. (Foto ilustração)
Nesse mês, o conselheiro conseguiu dobrar o salário graças aos penduricalhos, manobra comum no Poder Judiciário que permite aumentos salariais além dos chancelados pela Constituição Federal. A remuneração básica do cargo é fixada atualmente em R$ 41,8 mil.
O TCE-BA pagou o segundo maior montante, no valor de R$ 74,4 mil, como 13º salário ao ex-conselheiro Antônio Honorato de Castro Neto, aposentado desde julho. Ao todo, mais de R$ 4,4 milhões saíram dos cofres do tribunal para bancar os supersalários de janeiro a dezembro.
Até mesmo a menor remuneração para o cargo no ano passado – R$ 51,6 mil para dois conselheiros – superou o teto constitucional, definido como o limite salarial dos servidores públicos, devido aos “extras” pagos na forma de penduricalhos. Os conselheiros do TCE-BA Carolina Matos Alves Costa e Gildasio Penedo Cavalcanti de Albuquerque Filho receberam R$ 51,6 mil em janeiro e em dezembro, como 13º salário.
O teto, por sua vez, era R$ 44 mil até janeiro passado e subiu para R$ 46,3 mil a partir do mês seguinte. O valor deve subir novamente em fevereiro de 2026.
Esses valores indicam uma média do que Otto Filho deve desfrutar como conselheiro do TCE-BA, cargo para o qual recebeu indicação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e a bênção do pai. O político soteropolitano renunciou à vaga na Câmara dos Deputados a dois dias do Natal para tomar posse no novo cargo em 28 de dezembro.
Em conversa com a coluna, Otto Filho negou uma eventual relação entre a tradição política da família e o trabalho dele no TCE-BA, firmado em “competência, ética, mérito e profissionalismo”:
“Tenho formação acadêmica sólida com uma especialização internacional e três pós-graduações nacionais, bem como um histórico de conquistas e realizações no setor privado de aproximadamente 25 anos, como executivo e empresário, e no setor público de 10 anos, tendo sido um dos presidentes mais exitosos da história da Desenbahia”, declarou. (Melissa Duarte/Metrópoles)

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