A Assembleia Legislativa promoveu, nesta segunda-feira (2), no Auditório Jornalista Jorge Calmon, uma audiência pública para discutir a importância para o Estado da Bahia da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Camaçari, e da Refinaria de Mataripe (Rlam), em São Francisco do Conde. Proponente da reunião, o deputado Rosemberg Pinto (PT) falou sobre a retomada das conversas com o Grupo Unigel, que arrendou a fábrica, mas vem apresentando dificuldades no funcionamento da indústria. Sobre a refinaria, vendida em 2021 pela Petrobras para o Grupo Mubadala, um fundo financeiro dos Emirados Árabes, o líder da Maioria na Casa do Povo revelou que está em debate a recompra da Rlam.
“Acompanhamos em outubro o governador Jerônimo Rodrigues na reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o ponto mais relevante, apresentado pelo chefe do Executivo, foi exatamente a recompra da refinaria. A presidente se comprometeu a estudar a questão e me parece que já chegou a um denominador comum quanto aos valores. Agora é uma discussão mais estratégica, tanto do governo quanto do fundo proprietário da refinaria. Espero que cheguem a um bom termo para que, até março de 2025, tenhamos uma solução definitiva para a recompra da Rlam”, relatou o petista.
REVERSÃO
O deputado Radiovaldo Costa (PT) considera fundamental que a Fafen seja reativada e volte a produzir fertilizantes. Quanto à Refinaria de Mataripe, o parlamentar espera que a recompra consiga gerar empregos e aumentar a arrecadação de impostos na Bahia. “Ao longo desses três anos de privatização, o que vimos foi aumento de derivados, da capacidade de processamento e redução de vagas de trabalho. A Rlam sozinha representa quase 20 % da arrecadação de ICMS do Estado da Bahia, com capacidade para criar cinco mil empregos diretos e indiretos. A gente vai lutar muito para reverter esta situação atual”, avisou o deputado.
O deputado Eduardo Salles (PSD), engenheiro agrônomo de profissão, lembrou que em 2019 realizou, na Casa Legislativa, um debate salientando a gravidade do problema com a paralisação das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados. Ele destacou a importância da produção agrícola na Bahia, estado que, com seus 56 milhões de hectares, tornou-se um celeiro na produção de alimentos. “O Brasil tem os maiores exportadores de agro no mundo e não podemos ficar sujeitos a uma dependência dos fertilizantes nitrogenados de importação. Imagina que estoura uma guerra mundial e nós, que somos os maiores produtores de alimentos do planeta, não teríamos como produzir esses alimentos. Precisamos ter a retomada da Fafen com competitividade”, recomendou o parlamentar. (Ascom/ALBA)

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