O preço do petróleo disparou mais de 8% nesta sexta-feira (13) após Israel confirmar um ataque ao Irã durante a madrugada, intensificando as tensões no Oriente Médio. (Foto ilustração)
De acordo com autoridades israelenses, os ataques miraram instalações nucleares e fábricas de mísseis, além de terem eliminado comandantes militares iranianos. A ofensiva ocorre em meio a impasses nas negociações entre Teerã e Washington para limitar a produção de material para uma bomba atômica.
Em resposta, Israel declarou estado de emergência e determinou o fechamento de todas as suas embaixadas ao redor do mundo, alertando cidadãos a não exibirem símbolos judaicos ou israelenses em locais públicos. “À luz dos acontecimentos recentes, as missões israelenses em todo o mundo serão fechadas e os serviços consulares não serão prestados”, informou um comunicado oficial.
Na capital iraniana, Teerã, a mídia estatal relatou explosões e autoridades ameaçam um contra-ataque com mísseis e drones. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que Berlim está reforçando a segurança em locais judeus e israelenses, enquanto policiais foram mobilizados para proteger sinagogas em várias capitais europeias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã provocou a resposta israelense ao resistir às exigências americanas para restringir seu programa nuclear. Ele prometeu novos bombardeios, “ainda mais brutais”, caso o regime iraniano não aceite um acordo rapidamente.
Diante do aumento da tensão geopolítica, investidores correm para ativos considerados mais seguros, como ouro e dólar, enquanto o petróleo reflete a preocupação com possíveis interrupções na oferta da commodity. Por volta das 10h12 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência internacional, para agosto avançavam 7,37%, a US$ 74,43 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. (Por Juliana Caveiro)

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