Profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde e na Assistência Farmacêutica da Rede Municipal de Saúde, foram capacitados, na tarde desta quarta-feira (22), para a oferta da insulina glargina a pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). O medicamento está sendo incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, inicialmente, será destinado a pacientes com idade entre 2 e 7 anos, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). (Foto ilustração)
A incorporação da insulina glargina tem como objetivo oferecer um tratamento mais eficaz e seguro aos pacientes elegíveis, contribuindo para um melhor controle da glicemia e para a redução do risco de complicações relacionadas ao diabetes.
A referência técnica em Hiperdia da Secretaria Municipal de Saúde, Carla Paim, explica que a insulina glargina possui ação prolongada, proporcionando níveis mais estáveis de insulina no organismo por aproximadamente 24 horas. Segundo ela, essa característica contribui para reduzir as oscilações glicêmicas e o risco de episódios de hipoglicemia, principalmente no período noturno.
“Em comparação com a insulina NPH, a glargina apresenta menor variabilidade de ação, maior comodidade terapêutica e pode favorecer a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes”, acrescenta.
De acordo com a enfermeira, a substituição da insulina NPH pela glargina ocorrerá de forma gradual, começando pelos pacientes mais jovens e sendo ampliada progressivamente para outras faixas etárias, conforme o cronograma de implementação e a disponibilidade da Assistência Farmacêutica.
“Essa estratégia permite uma transição organizada, garantindo segurança aos usuários, capacitação das equipes de saúde e acompanhamento adequado dos pacientes durante a mudança do esquema terapêutico”, observa Carla Paim.
CAPACITAÇÃO
A capacitação será direcionada a médicos, enfermeiros, farmacêuticos e demais profissionais envolvidos na prescrição, dispensação, acompanhamento e educação em diabetes. Entre os temas abordados estão os critérios de elegibilidade para o uso da insulina glargina no SUS, faixa etária e cronograma de implantação, diferenças farmacológicas entre as insulinas NPH e glargina, protocolos para a transição entre os tratamentos, ajuste de doses e monitorização glicêmica.
“Estaremos capacitando os profissionais da Atenção Primária para garantir que todos estejam preparados para conduzir essa transição de forma segura, padronizada e baseada em evidências, assegurando um atendimento de qualidade e melhores resultados para as pessoas com diabetes atendidas pelo SUS”, pontua a referência técnica. (Secom)

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