Uma denúncia feita pelo vereador Professor Simba (PSOL – foto ilustração), durante a sessão plenária de ontem (18), trouxe à tona um caso alarmante de suposta negligência médica e violência obstétrica envolvendo o atendimento a uma gestante em hospital público de Santo Estêvão. Segundo o parlamentar, o caso ocorreu no dia 7 de setembro e envolve a realização de um parto marcado por atraso no atendimento, ausência de médicos, falta de anestesia e uso irregular de chamada de vídeo durante um procedimento delicado.
De acordo com o relato feito no plenário, a gestante deu entrada no hospital por volta das 11h30 da manhã, com recomendação para cesariana. No entanto, permaneceu internada até a madrugada do dia seguinte sem atendimento médico adequado e sem regulação. O momento mais crítico da denúncia envolve a sutura realizada após o parto, supostamente sem anestesia, com o médico alegando não conseguir aplicar o anestésico corretamente. Ainda segundo o vereador, o profissional teria feito uma videochamada com outro médico para receber instruções, sem o consentimento da paciente ou da família.
Professor Simba afirmou ter encaminhado ofício à direção do hospital solicitando os nomes da equipe médica e o protocolo de atendimento utilizado no caso, mas o pedido teria sido negado. “O vereador não pode saber quem está atendendo no hospital? É uma piada. Isso é um absurdo que não pode passar impune”, declarou. Ele também afirmou que já procurou a Defensoria Pública e pretende levar a denúncia ao Ministério Público, exigindo apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Santo Estêvão ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso. A família da gestante também avalia medidas judiciais. (Da Redação)

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