O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar ao Senado apenas no próximo ano suas próximas duas indicações para a diretoria do Banco Central, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto, deixando a esperada reunião de política monetária de janeiro com um quorum inédito de sete dos nove membros do colegiado. (Foto ilustração)
Os mandatos dos últimos dois diretores nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — Diogo Guillen, de Política Econômica, e Renato Gomes, de Organização do Sistema Financeiro — terminam no fim de dezembro e as novas indicações, que precisam passar pela aprovação do Senado, onde as relações com o governo estão tensionadas, ainda não foram formalizadas.
Embora Guillen e Gomes possam legalmente permanecer até a posse de seus substitutos, a expectativa é que deixem os cargos ao fim dos seus mandatos, afirmaram duas das fontes, sob condição de anonimato. Suas atribuições seriam então temporariamente absorvidas por outros integrantes do Copom, todos estes nomeados por Lula.
Atas do Copom publicadas pelo BC desde 1998 mostram que não houve até aqui reunião com duas ausências.
O Banco Central afirmou que não comentaria o assunto. O Ministério da Fazenda e Palácio do Planalto não responderam de imediato.
Após a indicação presidencial, os nomes precisam passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado antes da votação em plenário. (Reuters)

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