A possível retomada do transporte de minério pela Bahia Mineração (BAMIN) na Rodovia BA-156 motivou a expedição de uma recomendação do MP com uma série de exigências ambientais voltadas ao monitoramento e à mitigação de impactos na região. O documento foi direcionado ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e trata de questões relacionadas à qualidade da água, emissão de poeira, assoreamento de cursos d’água e outros impactos apontados por comunidades localizadas ao longo da rodovia. (Foto ilustração)
A recomendação foi emitida no âmbito de um inquérito civil que apura denúncias apresentadas por moradores sobre possíveis danos socioambientais decorrentes do transporte de minério realizado pela BAMIN. Segundo o Ministério Público, relatórios técnicos produzidos por órgãos ambientais e especialistas identificaram falhas em medidas de controle ambiental, além de alterações em padrões de qualidade da água e dúvidas ainda não esclarecidas sobre possíveis passivos ambientais deixados pela atividade.
Entre as medidas sugeridas ao Inema estão a realização de novos diagnósticos ambientais, análises laboratoriais em rios da região, ampliação do monitoramento da qualidade da água e do ar, fiscalização do cumprimento de condicionantes ambientais e avaliação da capacidade da BA-156 para o tráfego de veículos pesados. O órgão ambiental terá prazo de 60 dias para informar se acata as recomendações. O procedimento é conduzido pelo promotor de Justiça, Jaílson Trindade Neves, da Promotoria Regional de Guanambi. (Da Redação)


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