O petróleo nesta sexta-feira, 27, estende a alta e aprofunda o movimento iniciado na sessão anterior, quando já havia avançado mais de 4,5%. Ainda na madrugada, os contratos subiam de forma moderada, com o WTI a US$ 94,82 e o Brent a US$ 102,42, refletindo a cautela diante das negociações entre Estados Unidos e Irã. (Foto ilustração)
No início da tarde, no entanto, o movimento ganhou tração. Por volta das 16h07 (de Brasília), o WTI para maio avançava 5,08%, a US$ 99,28, enquanto o Brent para junho subia 4,33%, a US$ 112,34, consolidando-se acima da marca simbólica dos US$ 100. A escalada reflete a recomposição do prêmio de risco em um ambiente marcado por incerteza e respostas rápidas às manchetes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo deve se reunir com representantes iranianos ainda hoje para discutir um cessar-fogo. Do outro lado, Teerã não confirmou oficialmente a negociação e, ao longo da semana, chegou a negar repetidamente qualquer tratativa com Washington. O desencontro de versões mantém o mercado em compasso de espera.
Risco de oferta entra no radar
Além da geopolítica no Oriente Médio, novos focos de preocupação começam a surgir do lado da oferta. Exportadores russos alertaram compradores sobre a possibilidade de força maior nas exportações de petróleo a partir de portos do Báltico, após ataques de drones atingirem estruturas em Primorsk e Ust-Luga.
Os episódios interromperam carregamentos e levaram à suspensão de embarques sem prazo definido em um dos terminais, que movimenta cerca de 700 mil barris por dia. A leitura no mercado é direta. Qualquer disrupção adicional na cadeia de oferta global reforça a pressão altista sobre os preços. (Por Igor Markevich)

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