O petróleo subiu mais de 4% nesta quinta-feira (8), com intensificação de ataques no Oriente Médio, o que ameaça a infraestrutura de produção da commodity na região. (Foto ilustração)
As ofensivas se sobrepuseram às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou não ter intenção de retomar os bombardeios a Teerã antes da eleição de meio de mandato. Enquanto isso, a temporada de furacões do Golfo do México tem início, ameaçando o suprimento.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 4,07%, a US$ 104,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro fechou com avanço de 3,63%, a US$ 91,49 o barril.
O que influenciou o petróleo?
O porta-voz militar dos Houthis do Iêmen, brigadeiro-general Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, com um míssil balístico.
O ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no aeroporto saudita, de acordo com os Houthis. Na quarta-feira, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque foi atingido por múltiplos projéteis no Golfo Pérsico, ao norte do Catar, com relatos de vítimas.
Trump afirmou que o país está tendo “discussões produtivas” com o Irã e que não atacará Teerã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. (Por Estadão Conteúdo)

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