O Primeiro Comando da Capital (PCC) criado nos presídios do estado de São Paulo deixou de ser uma organização criminosa ampliando-se no Brasil e no mundo. Dados do Ministério Público mostram que o PCC já está em 28 países em quatro continentes. Sua organização funciona a partir dos presídios e atua principalmente no tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, além de recrutar novos integrantes. Atualmente, os países com maior concentração de membros da facção fora do Brasil estão na América do Sul e na América Central. Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai são os principais pontos de apoio para o tráfico de drogas e armas.
Origem do PCC
O PCC foi criado em 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo. Surgiu com menos de 10 membros após o Massacre do Carandiru, em 1992. A facção consolidou-se como uma das maiores do Brasil, com forte estrutura organizacional e, hoje, reúne aproximadamente 50 mil integrantes, de acordo com o Ministério Público paulista. O grupo movimenta cerca de R$1 bilhão por ano com foco no tráfico internacional e mantém influência em presídios de 24 estados brasileiros – com exceção apenas do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul –, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). (Globo News/Correio)

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