Tenho acompanhado com atenção a projeção de possíveis nomes que poderão representar Feira de Santana no Congresso Nacional a partir de 2027. Há uma constatação da baixa representação do Município no parlamento em Brasília nos últimos anos. Pesquisas divulgadas até aqui em Feira de Santana, quando o eleitor é perguntado em quem votar para deputado federal, sempre o vice-prefeito Pablo Roberto (PSDB – foto ilustração) está em segundo lugar, com dois dígitos, atrás apenas do deputado federal Zé Neto (PT). Aliás, a polarização entre os dois, pode ser um prenúncio da disputa para 2028, quando haverá eleição de prefeito [se José Ronaldo não for à reeleição] e eles não escondem o desejo da disputa, sendo Zé Neto pela sexta vez. Mas a questão é agora em 2026. Pablo Roberto ser ou não candidato a deputado federal.
Pablo Roberto, jovem, ex-vereador, ex-secretário municipal, ex-deputado estadual, sabe que político tem que estar em evidência, e ir à disputa mostra isso. Tem contra si ter no grupo mais dois nomes: Zé Chico e Colbert Martins, com forte potencial eleitoral na cidade. Mas tem a favor os números das pesquisas que mostram uma boa dianteira eleitoral. Números da Economic Consultoria & Pesquisa, contratada pelo site Bahia na Política, feita no final de novembro, tem 21,70%, que se corresponder para os votos válidos teria hoje pouco mais de 60 mil votos em Feira de Santana.
Eleger-se deputado federal fortalece seu projeto para 2028, ser candidato a prefeito. Mas nem tudo é maravilha. José Ronaldo pode ser candidato à reeleição, com possível mandato de seis anos (proposta que tramita no Congresso Nacional), indo até 2034. O que há é uma trajetória eleitoral que pode levar Pablo Roberto à disputa de quatro eleições em oito anos. Deputado estadual em 2022, vice-prefeito em 2024, deputado federal em 2026 e prefeito em 2028. Como disse, jovem, sabe que pode esperar, mas tem um ditado que diz: “Não se pode deixar passar o cavalo selado”.

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