O Hospital Martagão Gesteira realizou, em julho, um procedimento inédito para pacientes da cardiologia pediátrica. A instituição implantou a técnica de Fechamento Percutâneo de Comunicação Interatrial (CIA) e realizou a primeira intervenção em um adolescente de 14 anos diagnosticado com essa cardiopatia congênita. (Foto ilustração: Hospital Martagão Gesteira)
A comunicação interatrial provoca uma abertura no septo que separa os átrios do coração. Como consequência, o sangue circula de forma anormal entre as câmaras cardíacas e provoca sobrecarga de volume. Sem tratamento, a condição pode comprometer o funcionamento do coração ao longo do tempo.
Tratamento passa a ser minimamente invasivo
Segundo a coordenadora da Cardiologia Pediátrica do Martagão Gesteira, Mila Simões, as crianças precisavam passar por cirurgia cardíaca aberta para corrigir esse tipo de alteração.
“Antes, para corrigir esse tipo de CIA, a criança precisava passar por uma cirurgia com abertura do tórax, submetendo-se aos riscos de um procedimento invasivo e à necessidade de internação em leito de UTI”, explica.
Agora, a equipe realiza a correção por meio do Fechamento Percutâneo de Comunicação Interatrial. A médica hemodinamicista introduz um cateter pela perna da criança até alcançar o coração. Em seguida, fecha o orifício sem abrir o tórax.
Além disso, a recuperação ocorre de forma mais rápida. Por isso, em muitos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia, o que reduz o tempo de internação e favorece uma recuperação mais confortável. (Por Isabela França/comsaudebahia)

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