O lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) que será distribuído este ano nas contas dos trabalhadores pode superar R$ 14 bilhões. A reunião do Conselho Curador do FGTS, que vai definir o resultado do fundo e como será a distribuição, está prevista para o dia 28 de julho. (Foto ilustração)
Todo trabalhador com saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2025 terá direito à participação na distribuição de resultados.
Mas o valor não pode ser sacado, apenas dentro das regras do fundo, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave.
O lucro é sempre referente ao ano anterior. O balanço de 2025 está em fechamento pela Caixa, o agente operador do FGTS. Mas, na última revisão do orçamento plurianual do fundo, a Caixa estimava um lucro na casa dos R$ 14,4 bilhões.
Segundo o IFGT (Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador), a projeção é de que o lucro do FGTS em 2025 alcance cerca de R$ 15 bilhões.
“A estimativa é que, por ser um ano eleitoral, o governo mantenha o mesmo percentual de distribuição do ano anterior”, afirma Mario Avelino, presidente do IFGT.
“Mantido o percentual de distribuição de 95%, seriam repassados aproximadamente R$ 14,2 bilhões aos trabalhadores. Nesse cenário, a distribuição corresponderia a cerca de R$ 21 para cada R$ 1.000 de saldo existente na conta vinculada do trabalhador”, acrescenta Avelino.
Em 2024, o valor foi de R$ 13,6 bilhões. Desse total, foram distribuídos R$ 12,9 bilhões, o equivalente a 95% do lucro. Para cada R$ 1.000 de saldo na conta do FGTS, o trabalhador recebeu R$ 20,43 de distribuição de lucros. Assim, quem tinha R$ 10 mil de saldo recebeu aproximadamente R$ 204,30.
A expectativa de Avelino é que o patrimônio do FGTS tenha encerrado 2025, em 31 de dezembro, em torno de R$ 850 bilhões, representando um crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior. Esse aumento é explicado, principalmente, pela expansão do emprego formal no Brasil.
“Quanto maior o número de trabalhadores com carteira assinada, maior tende a ser o saldo acumulado no fundo, independentemente da rotatividade do mercado de trabalho”, explica. (Ana Vinhas)


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