O senador Jaques Wagner (PT – foto ilustração) decidiu nesta quarta-feira (24) deixar o cargo de líder do governo no Senado. Ele estava pressionado a sair do posto depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Wagner resistia à ideia de deixar a liderança do governo. Sua saída foi consumada depois de reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula (PT). O chefe do governo estudava demitir seu aliado, mas preferia que o próprio senador tomasse a iniciativa de se afastar.
Lula, que concorrerá à reeleição neste ano, quer evitar que sua candidatura seja contaminada pelo escândalo do Banco Master. A decisão de deixar o posto era esperada por parte dos aliados de Wagner. O movimento é um gesto para tentar preservar a gestão petista em meio a escândalo, que surpreendeu governistas.
Jaques Wagner ocupava o posto de líder do governo no Senado desde o início do atual mandato de Lula (PT). Foi anunciado ainda durante o governo de transição, em dezembro de 2022. Ex-governador da Bahia, ele é um dos principais nomes do PT no estado e um dos aliados mais próximos do presidente.
Lula e Wagner se conhecem há quase 50 anos e se tornaram amigos ao longo dessas décadas. O senador foi um dos principais políticos que mantiveram apoio ao hoje presidente da República quando ele foi preso, em 2018.
Agora, o governo teme que ação contra Wagner esvazie o efeito de revelações sobre o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também manteve relação com Vorcaro e chegou a pedir dinheiro ao ex-banqueiro para financiar o filme sobre seu pai. (Folha)

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