A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), subiu 0,70% em setembro, segundo dado divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (25), e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,47%. (Foto ilustração)
O número acelerou tanto na comparação mensal quanto na anual, após deflação de 0,40% em agosto e de 4,24% no acumulado em 12 meses no mês anterior. Mesmo com o avanço, o número indica que a inflação está dentro do teto da meta do Banco Central — de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.
A estimativa do mercado indicava uma alta de 0,53% para o IPCA-15 neste mês, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast. Para 12 meses, a projeção era de 4,31%.
Os grupos do IPCA-15
Entre os destaques do período do IPCA-15, está o grupo Habitação (2,07%), com o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.).
A pressão altista veio da energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,25% em agosto, subiu 7,42% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior.
Logo em seguida, aparece o grupo de Transportes (0,60% e 0,12 p.p), o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas (9,82%). Em relação aos combustíveis (0,22%), gás veicular (1,56%) e gasolina (0,30%) registraram alta na média de preços, enquanto o óleo diesel (-0,78%) e o etanol (-0,22%) apresentaram recuo.
Em Despesas pessoais (0,96%), sobressai o aumento no preço do subitem cigarro (14,00%), a partir de 1° de agosto.
Outro destaque entre os grupos que contribuíram para a alta do índice foi o grupo de Alimentação e Bebidas (0,40%), o subgrupo da alimentação no domicílio registrou variação de 0,38% em setembro, após recuar 0,97% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (20,76%), do arroz (2,39%) e das carnes (1,30%). (Por Anna Scabello)

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