O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em forte alta após o primeiro turno das eleições presidenciais, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encerrando com 2 pontos porcentuais de vantagem em relação ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O efeito foi de euforia no mercado doméstico, com entrada do investidor estrangeiro e retorno do apetite a risco. (Foto ilustração)
Nesta segunda-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no maior nível desde 14 de abril e na maior alta diária desde março de 2020. Na máxima, o IBOV disparou 9,10%, aos 209.605,70 pontos
.Por aqui, o ‘trade eleitoral’ seguiu ditando o humor do mercado doméstico, com bancos gringos como o JPMorgan elevando a exposição às ações brasileiras, saindo de uma recomendação neutra para compra (overweight).
Na avaliação do banco, uma melhora no fiscal com uma possível mudança de governo poderia levar a uma valorização dos ativos brasileiros, assim como a moderação da curva de juros futuros e do dólar ante o real.
Para o head de renda variável da Convexa Investimentos, João Vitor Saccardo, a alta do Ibovespa reflete as perspectivas de medidas econômicas de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, como cortes de gastos, o que abriria espaço para uma queda de juros e inflação menor.
Para o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a alta expressiva do Ibovespa hoje foi impulsionada pela vitória avassaladora da direita na Câmara dos Deputados, no Senado e nos governos estaduais. (Por Anna Scabollo)

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