O Ibovespa (IBOV) perdeu 1,8 mil pontos e fechou em queda com aumento da incerteza eleitoral a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. (Foto ilustração)
Nesta quarta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,86%, aos 206.495,23 pontos.
Por aqui, a Quaest injetou cautela no mercado com a indicação de menor vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência em segundo turno.
Segundo a pesquisa, o senador tem 45% das intenções de voto, enquanto o incumbente tem 44%. O cenário é de empate técnico, se considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Outro destaque do levantamento foi a rejeição: Flávio saiu de 54% para 52%, enquanto o incumbente caiu de 53% para 47%.
“Quanto mais provável o cenário de reeleição, mais cauteloso fica o mercado e tende a buscar proteção ou alocações mais previsíveis como a renda fixa”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável da AW Capital.
Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, “o movimento de hoje tem ares de correção, já que o índice havia chegado a patamares bem elevados nos últimos dias”.
“O debate sobre a capacidade de controle dos gastos públicos nos próximos anos também mantém o mercado sem muita convicção”. (Liliane de Lima)

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