Após a megaoperação no Rio de Janeiro, no final de outubro, a tendência de melhora na aprovação do governo Lula (foto ilustração) foi interrompida e se manteve estável em novembro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12). A avaliação é do diretor da Quaest, Felipe Nunes.
De acordo com o levantamento, a aprovação da administração federal oscilou negativamente um ponto percentual desde o último mês, indo de 48% a 47%. Já a desaprovação variou um ponto para cima, saindo de 49% para 50% no mesmo período. As variações se deram dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo Nunes, a estabilidade é explicada por “fatores que se anulam”. Se por um lado diminuiu a parcela da população que reclama do preço dos alimentos, enquanto prevalece uma impressão positiva do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, dos EUA, “de outro, as falas de Lula sobre a operação no Rio repercutiram mal”.
“No país, 81% discordaram da declaração sugerindo que traficantes seriam “vítimas dos usuários” — proporção semelhante à vista no RJ há uma semana”, destaca o especialista.
O diretor da Quaest ainda ressalta que esse posicionamento teve efeito, porque a maioria dos entrevistados acredita que se tratou de uma opinião sincera do petista e não um mal entendido.
“Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente. Foi justamente nesse grupo que a tendência de melhora se inverteu”, acrescenta Nunes. (CNN)

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