A Fundação Hospitalar de Feira de Santana intensificou as visitas domiciliares da quinta edição do Programa de Tratamento Cirúrgico das Gigantomastias (PROTG), etapa considerada fundamental para dar continuidade ao processo de seleção das mulheres que poderão ser submetidas à cirurgia de redução de mamas no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher). (Foto ilustração)
Realizado a cada dois anos, o programa é referência no município e tem como objetivo oferecer tratamento cirúrgico para mulheres que sofrem com a gigantomastia, condição que provoca crescimento excessivo das mamas e compromete a saúde física, emocional e a qualidade de vida.
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, a gigantomastia vai muito além de uma questão estética.
“A gigantomastia vai muito além da estética. É uma questão de saúde física, de alívio das dores na coluna, melhora da mobilidade e resgate da autoestima dessas mulheres”, afirmou.
Segunda etapa avança com visitas domiciliares
De acordo com Gilberte Lucas, o programa apresentou avanços importantes em 2026. “Neste último mutirão tivemos 194 mulheres aprovadas para a segunda etapa, que pretendemos concluir até o final de agosto, com as visitas domiciliares realizadas pela equipe do Serviço Social do Hospital da Mulher.”
Até o momento, 41 visitas já foram realizadas. A meta da Fundação Hospitalar é ampliar esse número ainda neste mês para acelerar o andamento do programa.
“Estamos avançando na segunda etapa, que consiste nas visitas domiciliares para avaliação das condições socioeconômicas das candidatas. Até agora realizamos 41 visitas e vamos intensificar esse trabalho para dar maior celeridade ao processo e possibilitar que essas mulheres cheguem mais rapidamente à cirurgia.”Afirmou
Aprovação na triagem não garante cirurgia
A Fundação Hospitalar esclarece que a aprovação na primeira triagem não significa a realização automática da cirurgia.
Todas as candidatas ainda passarão por avaliações socioeconômicas, clínicas, médicas e técnicas, conforme estabelecido no edital do programa.
Após a visita domiciliar e o cumprimento dos critérios exigidos, as pacientes seguem para a terceira etapa, quando são realizados os exames pré-operatórios.
Gilberte Lucas destaca que nem todas as mulheres conseguem avançar para a cirurgia. “Um dos critérios prioritários é ser moradora de Feira de Santana. Em algumas visitas técnicas constatamos que determinadas candidatas informaram endereço no município, mas residem em outras cidades, o que inviabiliza a continuidade no programa. “Salientou”. (Secom)

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