O Instituto de Gestão e Humanização (IGH), responsável pela administração da Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, em Salvador, passou a ser investigado pelo Ministério Público por supostos atrasos reiterados no pagamento de salários de profissionais da unidade. A apuração envolve uma das principais maternidades públicas da capital e levanta questionamentos sobre a regularidade da gestão trabalhista exercida pela organização.
O procedimento preparatório foi instaurado com base em representação sigilosa e busca verificar possíveis irregularidades e eventual violação aos princípios da administração pública. A investigação reúne informações e documentos que possam confirmar os atrasos salariais e apontar responsabilidades, podendo evoluir para medidas judiciais, caso as denúncias sejam comprovadas.
Nesta quarta-feira (25), funcionários ligados ao IGH realizaram um novo protesto em frente ao Centro Estadual de Oncologia (Cican), em Salvador. Durante a mobilização, os trabalhadores denunciaram atrasos frequentes em salários, férias e benefícios, além de dificuldades financeiras enfrentadas no dia a dia. Segundo os manifestantes, a situação de instabilidade se arrasta há anos, e a categoria já ameaça uma paralisação total caso os pagamentos não sejam regularizados.
Além da atuação em Salvador, o IGH também mantém contrato com a prefeitura de Feira de Santana para gestão de serviços na área de saúde. Levantamento do site Bahia na Política, com base no Portal da Transparência, aponta que, entre janeiro de 2025 até o momento, o Instituto já recebeu da administração municipal o montante de R$ 14.643.964,16, evidenciando a presença da organização em diferentes cidades baianas e ampliando a relevância do caso. (Da Redação)

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