A Justiça determinou a juntada aos autos de três acordos de colaboração premiada firmados por corréus da ação penal relacionada à Operação Primus. Segundo despacho que o site Bahia na Política teve acesso, os depoimentos dos colaboradores apresentam declarações potencialmente incriminatórias contra outros acusados, entre eles Jau (foto ilustração) e Wesley Márcio Duda. Os acordos foram homologados no curso do processo.
Os colaboradores Mohamad Hussein Mourad, Roberto Augusto Leme da Silva e Armando Hussein Mourad foram ouvidos em audiência. A juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva determinou que os depoimentos ocorressem antes da produção da prova testemunhal de defesa, permitindo que os advogados dos acusados tivessem conhecimento das declarações e formulassem perguntas e, se necessário, solicitassem provas complementares.
A decisão destaca que a colaboração premiada é um meio de obtenção de prova e que as declarações dos colaboradores não podem, isoladamente, fundamentar uma condenação. Por isso, as defesas de Jau e Wesley Márcio Duda poderão requerer novas provas relacionadas diretamente aos fatos apresentados nas colaborações. O processo seguirá posteriormente para as testemunhas de defesa e os interrogatórios dos acusados.
A Operação Primus resultou na prisão de várias pessoas, sendo seis na Bahia, outras no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em Feira de Santana, foram presos Wesley Márcio Duda, Gilvan Couto Ribeiro, Diego do Carmo Santana Ribeiro e Pedro Henrique Ramos Ribeiro. Jau, empresário do setor de combustíveis e duas vezes candidato a prefeito de Iaçu, foi preso durante a operação em um hotel de luxo em Lençóis, na Chapada Diamantina. A investigação apura suspeitas relacionadas à adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. (Da Redação)

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