A Igreja Católica, que sempre teve uma presença discreta na política do país, apesar de posições claras sobre questões sociais e econômicas, surpreende na Semana Santa o líder maior no Estado da Bahia, o Arcebispo de Salvador, dom Sérgio da Rocha (foto ilustração). Em entrevista ao Jornal A Tarde falou que a Igreja Católica busca estar mais presente na vida política do país: “Nós procuramos traduzir aquele ‘ser sal da terra e luz do mundo’ através de trabalhos que nós chamamos de pastorais sociais, mas também outras iniciativas que as comunidades têm. Isso é muito importante porque não é uma relevância na linha de assumir o poder político”.
Dom Sérgio reitera que a Igreja já teve no passado essa atitude. Isto é, teve um período em que participava da vida política do país, ou também de outros países, de uma maneira mais direta. “Mas historicamente a Igreja foi refletindo e chegamos a esta compreensão de que a participação da Igreja se dá através do chamado laicato, dos leigos e leigas. Dos que se dispõem a atuar na política. E não ela diretamente assumindo como instituição o poder político, nem interferindo indevidamente”, explicou.
“Mas o fato da Igreja não adotar posição institucional político- partidária não significa que ela não estimule, não valorize a participação política. Ao contrário, nós temos insistido na necessidade de ter leigos e leigas preparados para atuar no campo político e fizemos isso iluminados pela doutrina social da Igreja, por valores do Evangelho. Não é de hoje que há uma insistência na participação política. O que tem mudado é a maneira de fazer isso”, argumentou Dom Sérgio.

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