O dólar à vista (USDBRL) engatou a segunda alta consecutiva com os investidores repercutindo a isenção do imposto de importação de alimentos, anunciada na quinta-feira (6) depois do fechamento dos mercados. O crescimento da economia brasileira, dados de empregos nos Estados Unidos e as incertezas sobre as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, também movimentaram o mercado de câmbio. (Foto ilustração)
Nesta sexta-feira (7), a divisa norte-americana encerrou a R$ 5,7902, com avanço de 0,53%.
O movimento destoou da tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,23%, aos 103,837 pontos.
Na semana, o dólar caiu 2,13% ante o real.
O que mexeu com o dólar?
No cenário doméstico, o mercado repercutiu a isenção do imposto de importação a itens da cesta básica para frear a inflação sobre o preço dos alimentos. Ontem (6), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou a alíquota zero para carne, café, açúcar e milho.
Nesta sexta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que governo e empresários estão preocupados com a alta do preço dos alimentos e que trabalha na busca de uma solução pacífica, que não leve prejuízo aos produtores. Ele ainda disse que poderá lançar mão de medidas mais “drásticas”. (Por Liliane de Lima)

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