Nesta sexta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) recuperou a força depois de três sessões consecutivas de baixas, com dado do mercado de trabalho dos Estados Unidos acima do esperado e temor sobre o cenário fiscal doméstico. (Foto ilustração)
O desempenho acompanhou a tendência vista no exterior. O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, renovou a máxima intradia aos 106,159 pontos. O índice fechou com alta de 0,33%, aos 106,045 pontos.
O que mexeu com o dólar?
No cenário doméstico, o dólar ganhou força com a escalada dos juros futuros, em meio a percepção do mercado de que o pacote de gastos, apresentado pelo governo na semana passada, pode ser desidratado no Congresso Nacional. As taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) subiram até 30 pontos-base nos vencimentos mais longos da curva.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanhou novos dados do mercado de trabalho, que reforçaram as apostas com continuidade do ciclo de afrouxamento monetário empregado pelo Federal Reserve (Fed).
O relatório oficial de empregos, o payroll, mostrou a abertura de 227 mil postos de trabalho em novembro, ante a expectativa de 200 mil no mês. A taxa de desemprego subiu de 4,2% em outubro para 4,2% no mês passado, em linhas com as expectativas.
Na comparação com o real, a divisa norte-americana encerrou as negociações a R$ 6,0708 (+1,02%). Durante a sessão, a moeda voltou a operar abaixo de R$ 6 e atingiu mínima intradia a R$ 5,9847 (-0,42%). (Liliane de Lima)

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