O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP) Deyvid Bacelar (foto ilustração) lança no próximo sábado (13/12), às 9h, no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE 2004 – Av. Octávio Mangabeira, 4099 – Jardim Armação, Salvador) o Comitê Brasil Soberano, cujo objetivo será garantir a defesa de setores estratégicos e fundamentais para o desenvolvimento da Bahia e do País.
“A riqueza do Brasil é do Brasil, e é por isso que não abrimos mão da soberania nem do nosso futuro. Já vimos recentemente o que aconteceu, quando setores estratégicos foram não somente ameaçados, mas totalmente desmontados, a exemplo da Petrobras Distribuidora, que foi privatizada, ou da Refinaria Landulpho Alves, que foi vendida para o Grupo Mubadala, dos Emirados Árabes, pela metade do seu valor”, ressaltou Bacelar, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo Lula e pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
“Quando querem entregar o que pertence ao povo ou desmontar estruturas fundamentais para o desenvolvimento da Bahia e do país, é nossa responsabilidade organizar a defesa coletiva”, frisou.
Durante ato realizado em Alagoinhas, na segunda-feira, quando recebeu o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Bacelar falou sobre a necessidade de termos mais representantes do povo dentro dos espaços de poder, a exemplo da Assembleia Legislativa do estado da Bahia e no Congresso Nacional. “Temos a possibilidade de ampliar a bancada de esquerda e desenvolvimentista. A população precisa ter consciência e não votar pelo saco de cimento, pela dentadura, pela cesta básica. O voto é algo sagrado, um poder que nos foi dado pela Constituição e que precisa ser usado como um instrumento de transformação da vida de quem mais precisa. Por isso é importante que cada pessoa conheça as propostas de cada candidato, e que compartilhem as boas ideias com outras pessoas”.
Deyvid falou também sobre as perspectivas de reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).
Segundo ele, “a Petrobras e o Grupo Mubadala retomaram as negociações e parece que chegaram a um denominador comum em relação ao valor de venda. Estamos na expectativa de que nesse final do ano ou antes das eleições de 2026 a refinaria seja reestatizada para que possamos ter valores mais baixos nos derivados de petróleo e que o nosso estado volte a arrecadar como arrecadava quando a Petrobras controlava a refinaria. A Bahia está perdendo R$500 milhões por mês em arrecadação porque a Acelen tem unidades paradas, operando com 65% de sua capacidade”, lembrou. (Ascom/Deyvid Bacelar)

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